Quando 2022 começou, as previsões dos analistas de mercado para a atividade econômica do país eram bem preocupantes, porque apontavam riscos crescentes de uma recessão em pleno ano eleitoral, devido ao forte aperto monetário do Banco Central em curso desde março de 2021 — quando a taxa básica da economia (Selic) estava em 2% ao ano — e que teria impacto na segunda metade do ano. Algumas estimativas apontavam queda do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, mas nos últimos meses, surpresas pelo caminho fizeram com que as projeções melhorassem. Em contrapartida, para 2023, as estimativas estão piorando em meio ao cenário conturbado tanto no mercado interno quanto no externo — que também é recessivo.
As perspectivas de baixo crescimento ou mesmo de recessão — que era previsto para este ano — foram transferidas para o começo do próximo ano. E, portanto, quem vencer nas urnas em outubro receberá uma economia cambaleante e com uma conjuntura de farra fiscal sem precedentes em curso que estão fazendo o dólar subir — devido às desconfianças dos investidores — e, consequentemente, pressionar a inflação deste ano e do próximo.
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