A defasagem na tabela do Imposto de Renda (IR) nunca foi tão grande. Segundo um estudo do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) a inflação elevada e a falta de correção da tabela têm gerado um aumento histórico da tributação sobre pessoas de menor poder aquisitivo. Somente no governo Bolsonaro, a defasagem acumulada é de 26,6%. Considerando os últimos cinco presidentes, é o maior percentual.
A atual tabela de cobrança do IR é a mesma desde abril de 2015. Como a inflação não dá trégua, cada vez mais pessoas estão tendo que pagar IR ou sofrendo aumento da tributação. “Aqueles cidadãos de renda mais baixa, que estavam na faixa de isenção há alguns anos, estão sendo jogados para a faixa de tributação. Em 2015, a faixa de isenção era de cerca de R$ 1.900, que correspondiam a dois salários-mínimos e meio. Deste ano para o ano que vem, a faixa de isenção vai corresponder a um salário-mínimo e meio”, disse o vice-presidente do Sindifisco Nacional, Tiago Barbosa.
Bets tiraram R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras em 2025, aponta estudo
AAFEP: Demonstrativo de Receitas e Despesas do mês de Maio de 2026
Arrecadação da PB impulsiona eventos, infraestrutura e serviços