Depois de um início de ano que surpreendeu para melhor, vários indicadores da economia brasileira estão mostrando desaceleração mais acentuada no segundo trimestre. O índice de atividade do Banco Central (IBC-Br), por exemplo, ficou negativo nos meses de abril e maio, e ontem o Bank of America (BofA) divulgou o seu próprio índice, que mostrou nova queda em junho, de 0,41%. O governo conta com os estímulos fiscais para mudar o quadro até as eleições e já colheu os frutos da pressão política sobre a Petrobras, que rapidamente reduziu os preços da gasolina.
Segundo David Beker, chefe de estratégia para América Latina do BofA, o aumento dos juros pelo Banco Central começou a chegar na ponta, levando a uma piora das condições financeiras no país. Os setores automobilístico e de bens de consumo duráveis são os mais afetados. Além disso, houve queda da confiança dos consumidores e empresários, e o ambiente externo ficou mais volátil, com o aperto monetário pelo BC americano.
“A economia começou o ano com efeito positivo do setor de commodities, que beneficiou produtores do Brasil, além da volta da circulação de pessoas, que ajudou o setor de serviços. Contudo, com a piora do ambiente externo e o aumento dos juros, esperamos alguma desaceleração”, afirmou Beker.
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