Em reuniões com representantes das equipes econômicas dos candidatos à Presidência da República, o setor bancário apresentou uma ampla pauta econômica e regulatória que acredita ser fundamental para os próximos anos, independentemente de qual seja o próximo governo. Segundo apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), temas como as reformas tributária e administrativa e o fim de assimetrias tributárias foram levados às reuniões.
Representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), como o presidente da entidade, Isaac Sidney, se reuniram com membros das equipes do presidente Jair Bolsonaro (PL), de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Simone Tebet (MDB). Uma reunião foi marcada com representantes de Ciro Gomes (PDT), mas questões relacionadas às agendas de ambas as partes não permitiram que ocorresse.
A pauta foi extensa, com uma série de temas que a Febraban tem defendido, de maneira difusa, em manifestações públicas e em foros do setor. As reuniões aconteceram ao longo dos últimos dois meses, e o caráter teria sido fortemente institucional.
Além da preservação da responsabilidade fiscal, da autonomia do Banco Central e do controle da inflação, a entidade pleiteou às equipes dos candidatos que a realização das reformas tributária e administrativa seja prioridade do novo governo, seja ele qual for.
A pauta macro incluiu ainda temas como privatizações e o fortalecimento das agências reguladoras. Entrou ainda um assunto caro aos bancos: a redução de tributos sobre várias frentes, o que inclui o crédito. Em manifestações públicas, o presidente da entidade tem afirmado que a chamada “cunha fiscal” responde pela maior parte do custo do crédito ao consumidor no País.
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