A correção da tabela do Imposto de Renda se tornou um dos principais temas da agenda econômica dos dois candidatos à Presidência da República.
Sem correção desde 2015 e com reajustes parciais da variação da inflação desde 1996, a defasagem da tabela do Imposto de Renda chega a 144,12% até setembro, segundo cálculos da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil). Considerando a correção total desse reajuste, a faixa de isenção de Imposto de Renda para 2023, referente às rendas auferidas em 2022, teria que subir dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 4.647,96, aponta a Unafisco.
Isso aumentaria o total de contribuintes isentos de 7,626 milhões para 24,535 milhões de pessoas, o que implicaria em uma queda de receita para o governo de R$ 184,3 bilhões.
“Houve apenas reajustes parciais da tabela do Imposto de Renda desde 1996”, diz Mauro Silva, presidente da Unafisco.
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