O fato de o vice-presidente Geraldo Alckmin também participar da reunião com o relator do Orçamento Marcelo Castro já mostra a importância que eles estão dando ao primeiro nó que terá que ser desatado. É o primeiro desafio de cara do novo governo, a peça orçamentária é toda defeituosa.
A inflação do ano ficará abaixo do que está previsto no Orçamento. Era 7,4% e o INPC pode ficar um ponto percentual abaixo disso, o que abre um espaço fiscal porque as despesas serão reajustadas por um índice menor.
Não há dúvida entre os economistas de mercado financeiro ou da academia de que será preciso ter uma licença para gastar e uma suspensão das regras de teto de gastos. O novo governo fala em R$ 200 bilhões. Mas isso não significa que todas as promessas poderão ser cumpridas imediatamente. Há muitas deficiências no Orçamento e será preciso escolher. Como disse Castro, está no osso.
Quem vai cuidar do dia a dia dessa negociação com o relator e o Congresso será o ex-governador e senador eleito Wellington Dias que tem uma vantagem a mais além de bom negociador. É do Piauí, assim como o relator do Orçamento.
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