A pobreza ultrapassou os índices pré-pandêmicos na América Latina e no Caribe, e seus impactos na educação dos jovens representa uma "crise silenciosa" para a região, alertou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). De acordo com relatório apresentado pela instituição ontem, em Santiago, capital do Chile, até o final de 2022, a pobreza afetará 32,1% da população da região, ou 201 milhões de pessoas, e a pobreza extrema, 13,1% (82 milhões).
O relatório Panorama Social da América Latina e Caribe mostra que, após um forte crescimento da pobreza e um leve aumento da desigualdade de renda em 2020, como consequência da pandemia da covid-19, o ano de 2021 registrou uma redução nos índices de extrema pobreza e de pobreza, e um crescimento dos estratos de renda média, que não foi suficiente, porém, para reverter totalmente os efeitos negativos da crise sanitária.
"A cascata de choques externos, a desaceleração do crescimento econômico, a fraca recuperação do nível de emprego e o aumento da inflação aprofundam e prolongam a crise social na América Latina e no Caribe", alertou José Manuel Salazar-Xirinachs, secretário executivo da Cepal.
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